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sábado, 21 de abril de 2012

SÍNDROME DOS VINTE E TANTOS ANOS


SÍNDROME DOS VINTE E TANTOS ANOS

A chamam de 'crise do quarto de vida'.
Você começa a se dar conta de que seu círculo de amigos é menor do que há alguns anos.
Se dá conta de que é cada vez mais difícil vê-los e organizar horários por diferentes questões: trabalho, estudo, namorado(a) etc..
E cada vez desfruta mais dessa cervejinha que serve como desculpa para conversar um pouco.
As multidões já não são 'tão divertidas'... E as vezes até lhe incomodam.
E você estranha o bem-bom da escola, dos grupos, de socializar com as mesmas pessoas de forma constante.
Mas começa a se dar conta de que enquanto alguns eram verdadeiros amigos, outros não eram tão especiais depois de tudo.
Você começa a perceber que algumas pessoas são egoístas e que, talvez, esses amigos que você acreditava serem próximos não são exatamente as melhores pessoas que conheceu e que o pessoal com quem perdeu contato são os amigos mais importantes para você.
Ri com mais vontade, mas chora com menos lágrimas e mais dor.
Partem seu coração e você se pergunta como essa pessoa que amou tanto pôde lhe fazer tanto mal.
Ou, talvez, a noite você se lembre e se pergunte por que não pode conhecer alguém o suficiente interessante para querer conhecê-lo melhor.
Parece que todos que você conhece já estão namorando há anos e alguns começam a se casar.
Talvez você também, realmente, ame alguém, mas, simplesmente, não tem certeza se está preparado (a) para se comprometer pelo resto da vida.
Os rolês e encontros de uma noite começam a parecer baratos e ficar bêbado(a) e agir como um(a) idiota começa a parecer, realmente, estúpido.
Sair três vezes por final de semana lhe deixa esgotado(a) e significa muito dinheiro para seu pequeno salário.
Olha para o seu trabalho e, talvez, nao esteja nem perto do que pensava que estaria fazendo. Ou, talvez, esteja procurando algum trabalho e pensa que tem que começar de baixo e isso lhe dá um pouco de medo.
Dia a dia, você trata de começar a se entender, sobre o que quer e o que nao quer.
Suas opiniões se tornam mais fortes.
Vê o que os outros estão fazendo e se encontra julgando um pouco mais do que o normal, porque, de repente, você tem certos laços em sua vida e adiciona coisas a sua lista do que é aceitável e do que não é.
Às vezes, você se sente genial e invencível, outras... Apenas com medo e confuso (a).
De repente, você trata de se obstinar ao passado, mas se dá conta de que o passado se distancia mais e que não há outra opção a não ser continuar avançando.
Você se preocupa com o futuro, empréstimos, dinheiro... E com construir uma vida para você.
E enquanto ganhar a carreira seria grandioso, você não queria estar competindo nela.
O que, talvez, você não se dê conta, é que todos que estamos lendo esse textos nos identificamos com ele. Todos nós que temos 'vinte e tantos' e gostaríamos de voltar aos 15-16 algumas vezes.
Parece ser um lugar instável, um caminho de passagem, uma bagunça na cabeça... Mas TODOS dizem que é a melhor época de nossas vidas e não temos que deixar de aproveitá-la por causa dos nossos medos...
Dizem que esses tempos são o cimento do nosso futuro.
Parece que foi ontem que tínhamos 16...
Então, amanha teremos 30?!?! Assim tão rápido?!?!
FAÇAMOS VALER NOSSO TEMPO... QUE ELE NAO PASSE!
A vida não se mede pelas vezes que você respira, mas sim por aqueles momentos que lhe deixam sem fôlego... "

Joelson S. Manfredine

domingo, 17 de abril de 2011

'Talvez seja a pimenta que deixa as pessoas esquentadas', continuou, muito satisfeita por ter descoberto um novo tipo de regra, 'e o vinagre que as deixa azedas ... e a camomila que as deixa amargas... e os doces e as balas que deixam as crianças dóceis. Só queria que as pessoas soubessem disso, pois então não seriam tão mesquinhas com os doces ... '

[Alice no País das Maravilhas]

terça-feira, 12 de abril de 2011

sexta-feira, 18 de setembro de 2009

TUDO O QUE HOJE PRECISO REALMENTE SABER, APRENDI NO JARDIM DE INFÂNCIA

Por Pedro Bial.


Tudo o que hoje preciso realmente saber, sobre como viver, o que fazer e como ser, eu aprendi no jardim de infância. A sabedoria não se
encontrava no topo de um curso de pós-graduação, mas no montinho de areia da escola de todo dia.

Estas são as coisas que aprendi lá:
1. Compartilhe tudo.
2. Jogue dentro das regras.
3. Não bata nos outros.
4. Coloque as coisas de volta onde pegou.
5. Arrume sua bagunça.
6. Não pegue as coisas dos outros.
7. Peça desculpas quando machucar alguém.
8. Lave as mãos antes de comer e agradeça a Deus antes de se deitar.
9. Dê descarga. (esse é importante)
10. Biscoitos quentinhos e leite fazem bem para você.
11. Respeite o outro.
12. Leve uma vida equilibrada: aprenda um pouco, pense um pouco...desenhe... pinte. cante... dance... brinque... trabalhe um pouco todos os dias.
13. Tire uma soneca a tarde; (isso é muito bom)
14. Quando sair, cuidado com os carros.
15. Dê a mão e fique junto.
16. Repare nas maravilhas da vida.
17. O peixinho dourado, o hamster, o camundongo branco e até mesmo a sementinha no copinho plástico, todos morrem... nós também .

...Pegue qualquer um desses itens, coloque-os em termos mais adultos e sofisticados e aplique-os à sua vida familiar, ao seu trabalho, ao
seu governo, ao seu mundo e ai verá como ele é verdadeiro claro e firme.

...Pense como o mundo seria melhor se todos nós, no mundo todo, tivéssemos biscoitos e leite todos os dias por volta das três da tarde
e pudéssemos nos deitar com um cobertorzinho para uma soneca. ...

Ou se todos os governos tivessem como regra básica devolver as coisas ao lugar em que elas se encontravam e arrumassem a bagunça ao
sair.
...Ao sair para o mundo é sempre melhor darmos as mãos e ficarmos juntos.


"É necessário abrir os olhos e perceber que as coisas boas estão dentro de nós, onde os sentimentos não precisam de motivos nem os desejos de razão. O importante é aproveitar o momento e aprender sua duração, pois a vida está nos olhos de quem souber ver"

terça-feira, 9 de junho de 2009

Valentina,

Agora que você está perto de completar 5 anos e começa a conhecer as primeiras letras, chegou a hora de aprender algumas coisas sobre a vida. Está preparada? Então vamos lá. Primeiro, o mundo já existia antes de você nascer (sim, eu também levei um susto quando tinha a sua idade e me dei conta disso). Como assim, para quê? Como na canção de Tom Jobim, para que tanto céu, tanto mar, a onda que quebra e o vento da tarde? Para que tanta inútil paisagem antes de você nascer? Mas é assim que as coisas são, o mundo já existia. E, aliás, já estava uma bagunça danada, quando você chegou.

Ou, pensando bem, talvez não. O mundo recomeçou quando você nasceu: cada criança que nasce é um ponto de partida, ao olhar para as coisas ela as inventa. Por exemplo, você me ensinou que o certo é lagartista, e não lagartixa, e que todas as pessoas têm três papais – o de verdade, o Papai Noel e o Papai do Céu. (Sobre os dois últimos há controvérsias, é bom saber logo. Sobre o terceiro, em particular, você vai levar a vida inteira tentando chegar a uma conclusão – e ora vai pensar uma coisa, ora outra, mesmo que leia muitos livros, que não trazem todas as respostas.

Sobre os livros, você já aprendeu que são a coisa mais importante da casa, mas preciso alertar: não acredite em tudo que eles dizem. Aliás não acredite em tudo que ninguém diz: todo mundo mente um pouquinho - e, às vezes, muitão. Saber reconhecer a verdade e a mentira, o sincero e o falso, nos livros e nas pessoas, é importante. Mais importante ainda é saber que existe certo e errado, embora muita gente negue isso (inclusive quem devia dar exemplo).

Exemplo também nem sempre é bom, e os melhores nem sempre são os mais fáceis. Com os conselhos, acontece a mesma coisa, mas não porque se fosse bom se vendia: ao contrário, aquilo que é bom de verdade não se vende nem se compra, nem se guarda, mas se transmite, se dá e se recebe. De qualquer forma, errar é inevitável, mas voltar atrás não: não tenha vergonha de pedir desculpas, nem de perdoar. E não deseje o mal de ninguém, deseje apenas distância de quem fizer mal a você. Por fim, não conte nunca com o ovo dentro da galinha, exija muito de si e espere pouco dos outros.

Ler e escrever cartas é legal porque é uma forma de estar perto mesmo quando se está longe. Guarde com carinho esta primeira cartinha (que não é de papel e tinta, como convém a uma nativa digital como você) e a leve (me leve) pelo seu caminho. Porque, mais importante que tudo que eu escrevi até agora, é saber que todo caminho sozinho é nada, é nada, é nada.



Luciano Trigo

terça-feira, 22 de julho de 2008

"Diante da angústia, da solidão, da possibilidade sempre presente da morte e da liberdade, o homem tem dois caminhos: aceitá-los, assumindo a responsabilidade por suas escolhas e guiando ele próprio a sua vida em uma existência autêntica; ou fugindo para o anonimato do ser social, confundindo-se com a massa, buscando fora de si as respostas e a determinação de sua vida, em uma existência inautêntica."

terça-feira, 8 de julho de 2008

Paixão

"Segundo alguns psicanalistas, quando se apaixona, você não se relaciona com alguém de carne e osso, mas com uma projeção criada por você mesmo e a projeção que fazemos é de um ser absolutamente perfeito, mas depois de um período a projeção acaba e você passa a enxergar de verdade a pessoa com quem está se relacionando, invariavelmente, algumas virtudes do parceiro e da parceira vão embora junto com a projeção, outras ficam, e se o que ficou de cada um for suficiente para os dois, a relação perdura..."

segunda-feira, 7 de julho de 2008

Morre lentamente quem se transforma em escravo do hábito, repetindo todos os dias os mesmos trajetos, quem ñ muda d marca, ñ arrisca vestir uma cor nova e ñ fala com quem ñ conhece. Morre lentamente quem faz da televisão o seu guru. Morre lentamente quem evita uma paixão, quem prefere o escuro ao invés do claro e os ingos nos "is" a um redemoinho d emoções, exatamente a que sgata o brilho nos olhos,o sorriso nos lábios e coração aos tropeços. Morre lentamente quem ñ vira a mesa quando está infeliz no trabalho, quem ñ arisca o certo pelo incerto para ir atrás d um sonho. Morre lentamente quem ñ se permite, pelo menos uma vez na vida,ouvir conselhos sensatos.
Morre lentamente quem ñ viaja, ñ lê, quem ñ ouve música, quem ñ encontra graça em si mesmo. Morre lentamente quem passa os dias queixando-se da sua sorte, ou da chuvaincessante. Morre lentamente quem destrói seu amor próprio, quem ñ se deixa ajudar. Morre lentamente quem abandona um projeto antes d iniciá-lo, nunca pergunta sobre um assunto q desconhece e nem responde quando lhe perguntam sobre algo q sabe. Evitemos a morte em suaves porções, recordando sempre q estar vivo exige um esforço muito maior q o simples ar q respiramos.

sábado, 5 de julho de 2008

"Dizem que havia uma menina que se maravilhava todas as manhãs com a presença de um pássaro encantado. Ele pousava em sua janela e a presenteava com um canto que não durava mais que cinco minutos. A beleza era tão intensa que o canto a alimentava pelo resto do dia. Certa vez, ela resolveu montar uma armadilha para o pássaro encantado. Quando ele chegou, ela o capturou e o deixou preso na gaiola para que pudesse ouvir por mais tempo o seu canto. O grande problema é que a gaiola o entristeceu, e triste, deixou de cantar. Foi então que a menina descobriu que o canto do pássaro só existia porque ele era livre. O encanto estava justamente no fato de não o possuir. Livre, ele conseguia derramar na janela do quarto a parcela necessária de encanto para que a garota pudesse suportar a vida. O encanto alivia a existência… Aprisionado, a menina o possuía, mas não recebia dele o que ela considerava ser a sua maior riqueza: o canto! Fico pensando que nem sempre sabemos recolher só encanto… Por vezes, insistimos em capturar o encantador e, então, o matamos de tristeza. Amar talvez seja isso: ficar ao lado, mas sem possuir. Viver também. Precisamos descobrir que há “um encanto nosso de cada dia” que só poderá ser descoberto à medida que nos empenharmos em não reter a vida. Viver é exercício de desprendimento. É a aventura de deixar que o tempo leve o que é dele, e que fique só o necessário para continuarmos as novas descobertas. Há uma beleza escondida nas passagens… Vida antiga que se desdobra em novidades. Coisas velhas que se revestem de frescor. Basta que retiremos os obstáculos da passagem. Deixar a vida seguir. Não há tristeza que mereça ser eterna. Nem felicidade. Talvez seja por isso que o verbo “dividir” nos ajude tanto no momento em que precisamos entender o sentimento da tristeza e da alegria. Eles só são suportáveis à medida que os dividimos… E enquanto os dividimos, eles passam como tudo precisa passar. Não se prenda ao acontecimento que agora parece ser definitivo. O tempo está passando… Uma redenção está sendo nutrida nessa hora… Abra os olhos. Há encantos escondidos por toda parte. Preste atenção. São miúdos, mas constantes. Olhe para a janela de sua vida e perceba o pássaro encantado na sua história. Escute o que ele canta, mas não caia na tentação de querê-lo o tempo todo só para você. Ele só é encantado porque você não o possui. E nisso consiste a beleza desse instante: o tempo está passando, mas o encanto que você pode recolher será o suficiente para esperar até amanhã, quando o pássaro encantado voltar a pousar na sua janela."

Pe Fábio de Melo
"Dizem que havia uma menina que se maravilhava todas as manhãs com a presença de um pássaro encantado. Ele pousava em sua janela e a presenteava com um canto que não durava mais que cinco minutos. A beleza era tão intensa que o canto a alimentava pelo resto do dia. Certa vez, ela resolveu montar uma armadilha para o pássaro encantado. Quando ele chegou, ela o capturou e o deixou preso na gaiola para que pudesse ouvir por mais tempo o seu canto. O grande problema é que a gaiola o entristeceu, e triste, deixou de cantar. Foi então que a menina descobriu que o canto do pássaro só existia porque ele era livre. O encanto estava justamente no fato de não o possuir. Livre, ele conseguia derramar na janela do quarto a parcela necessária de encanto para que a garota pudesse suportar a vida. O encanto alivia a existência… Aprisionado, a menina o possuía, mas não recebia dele o que ela considerava ser a sua maior riqueza: o canto! Fico pensando que nem sempre sabemos recolher só encanto… Por vezes, insistimos em capturar o encantador e, então, o matamos de tristeza. Amar talvez seja isso: ficar ao lado, mas sem possuir. Viver também. Precisamos descobrir que há “um encanto nosso de cada dia” que só poderá ser descoberto à medida que nos empenharmos em não reter a vida. Viver é exercício de desprendimento. É a aventura de deixar que o tempo leve o que é dele, e que fique só o necessário para continuarmos as novas descobertas. Há uma beleza escondida nas passagens… Vida antiga que se desdobra em novidades. Coisas velhas que se revestem de frescor. Basta que retiremos os obstáculos da passagem. Deixar a vida seguir. Não há tristeza que mereça ser eterna. Nem felicidade. Talvez seja por isso que o verbo “dividir” nos ajude tanto no momento em que precisamos entender o sentimento da tristeza e da alegria. Eles só são suportáveis à medida que os dividimos… E enquanto os dividimos, eles passam como tudo precisa passar. Não se prenda ao acontecimento que agora parece ser definitivo. O tempo está passando… Uma redenção está sendo nutrida nessa hora… Abra os olhos. Há encantos escondidos por toda parte. Preste atenção. São miúdos, mas constantes. Olhe para a janela de sua vida e perceba o pássaro encantado na sua história. Escute o que ele canta, mas não caia na tentação de querê-lo o tempo todo só para você. Ele só é encantado porque você não o possui. E nisso consiste a beleza desse instante: o tempo está passando, mas o encanto que você pode recolher será o suficiente para esperar até amanhã, quando o pássaro encantado voltar a pousar na sua janela."

Pe Fábio de Melo

domingo, 29 de junho de 2008

O que é perfeito?

" O que é perfeito? Perfeito pode ser um choro, ou um sorriso. Perfeito pode ser viajar, ou ficar em casa. Perfeito pode ser um momento, ou uma vida inteira. Pode ser um beijo, um amor de muitos anos. Perfeito sempre é o seu. É o que não é esperado, ou o que é muito esperado. Perfeito é a forma que dura muito, ou a que não dura nada. É o que você vê, ou o que não vê. Perfeito pode ser ensaiado, ou improvisado. Pode ser o doce, ou pode ser salgado. Perfeito pode ser uma palavra, ou um número. Perfeito é tudo aquilo que nos faz bem e que sem saber porquê, a gente reconhece na hora. "

sexta-feira, 20 de junho de 2008

"As vezes é preciso perder, para dar valor. É preciso chorar, para aprender a amar. É preciso confiar, para se entregar e ainda assim a grande verdade é que, é preciso ouvir para nunca gritar... Todos irão sofrer um dia, para saber, o verdadeiro sentido da felicidade! Muitas vezes deixamos de lutar pelo que realmente queremos pelo simples fato de não estarmos preparados para ouvir não, errar é humano, perdoar é preciso, e correr atrás daquilo que realmente queremos é uma obrigação! Viva, ame, pense, erre, caia, levante. E depois do erro corra atrás de refazer o seu acerto, faça tudo o que desejar fazer, diga te amo sem medo de não ouvir isso depois, aproveite a vida, nunca se sabe o dia de amanhã.'Não sei se estou perto ou longe de mais, se peguei o rumo certo ou errado.Sei apenas que sigo em frente, vivendo dias iguais de forma diferente.Já não caminho mais sozinho, levo comigo cada recordação, cada vivência, cada lição.E, mesmo que tudo não ande da forma que eu gostaria, saber que já não sou a mesmo."
"Aprendi que não posso exigir o amor de ninguém. Posso, apenas, dar boas razões para que gostem de mim e ter a paciência para que a vida faça o resto ."

domingo, 1 de junho de 2008

É isso

A melhor maneira de conhecer alguém não é pelo que ela diz de si mesma, e muito menos pelo discurso. As pessoas se conhecem pouco e no discurso são o que gostariam de ser. Também não é seguro olhar somente as atitudes, pois elas podem refletir o momento. O ser humano é complexo. Acredito que a melhor maneira de conhecer alguém é pelo conjunto disso tudo, pela equação do que ela pensa, pelas opiniões, atitudes e mesmo as omissões. Sou o tipo de pessoa que acredita que a vida não tem que ter sentido ou razão. Jà parou pra pensar nisso? A vida é o sentido, em si. Viver é a razão. A vida é completa e complexa, linda e sublime! Viva a vida, contemple a natureza, interaja com ela causando o menor impacto possível em respeito à vida e aos outros seres vivos. Me considero um LIVRE PENSADOR, esta é minha filosofia e minha ética de vida.


Gustavo Bassini

segunda-feira, 7 de abril de 2008

Ser Moleca...

Ser moleca é caminhar sem se prevenir. Olhar sem se preocupar. Correr sem olhar para trás. Ser moleca é usar decote em dia frio, andar descalça na areia molhada, é rir tanto, mas tanto, que dói a boca e dá falta de ar. É pular muro para ver o vizinho. É cantar bem alto no sábado de manhã. Ser moleca é gritar no travesseiro, comer sorvete tão rápido que chega a dar dor de cabeça. É ir sozinha no cinema, ficar boba com o neném no carrinho. É desenhar corações no caderno de matemática. Ser moleca é olhar para os homens com ar de ingenuidade, ser carinhosa e bruta ao mesmo tempo. É correr de salto alto, borrar a maquiagem, fugir do inspetor do colgio. Ser moleca é lamber os dedos depois de comer pipoca doce, escrever bilhetinhos de amor, chorar calada no quarto. É viajar sem falar com a mãe, rasgar fotos de ex-namorados, tirar fotos com namorados novos. Sermoleca é dançar sem música, colar na prova de português, abrir o olho enquanto está beijando. É vestir-se de homem em festa junina, abraçar com vontade, sentir saudade quando menos se espera. Ser moleca é roubar doce na padaria, bater a porta quando está zangada, falar de sexo com as amigas. É deitar na grama, pegar chuva despreocupada, sorrir com bala presa no dente. Ser moleca é subir em árvore, tentartocar violão, ficar apaixonada pelo galã da novela, ficar apaixonada pelo galã da sala ao lado, ficar apaixonada pelo não tão galã irmão da sua amiga. É pular para entrar na calça jeans, arranhar o joelho,quebrar a unha. Ser moleca é sonhar em passar no vestibular. É ficar bêbada e não se lembrar no dia seguinte, trabalhar em loja de roupas, transar no elevador. E na escada. E na praia. E mais onde der.Ser moleca é falar de filosofia no bar, indignar-se ao ver um mendigo, construir um mundo melhor. É estar feliz e triste na festa de formatura, procurar emprego, querer morar sozinha. Ser moleca é falar com um cara no elevador, trocar telefone, usar véu e grinalda. É reclamar do salário, perder a conta de luz, jantar a luz de velas. É andar de mãos dadas no parque. Ser moleca é sentir vontade de comer morango às quatro da manhã, escolher um nome, comprar fralda.É chorar sem ter porquê, dizer eu te amo, dormir abraçados. É viajar para a serra, bater queixo de frio, tomar chocolate quente. Ser moleca é levar no colégio, olhar dever de casa, reclamar com aprofessora. É botar band-aid, dar dinheiro pro lanche, comprar camisola transparente. Ser moleca é esperar acordada no meio da noite, ganhar flores, ser simpática com a futura nora. É ficar na fila do banco, fazer palavra cruzada, ver novela das oito. É entrarpela porta da frente do ônibus, jogar baralho com as amigas, é rir tanto, mas tanto, que dói a boca e dá falta de ar. Ser moleca é viver tão intensamente que o tempo se transforma em um mero detalhe.

domingo, 16 de março de 2008

"A inveja não é um dos melhores sentimentos para se dá a devida importância em seu dia, muito menos a sua vida."
"She is not that bad... she is crazy and confused, but she is sweet. So I play the numbers game to find a way to say that life has just begun."
"Às vezes a dor é a única forma prática para fazê-la parar e pensar, rever suas escolhas e resolver seus problemas. Independentemente das consequências de suas escolhas saia sempre com a cabeça erguida, nem sempre uma perda é necessariamente uma perda em toda a sua vida. Há tantas coisas no coisas no mundo que podem e devem te fazer feliz."

terça-feira, 22 de janeiro de 2008

Não entendo. Isso é tão vasto que ultrapassa qualquer entender. Entender é sempre limitado. Mas não entender pode não ter fronteiras. Sinto que sou muito mais completa quando não entendo. Não entender, do modo como falo, é um dom. Não entender, mas não como um simples de espírito. O bom é ser inteligente e não entender. É uma benção estranha, como ter loucura sem ser doida. É um desinteresse manso, é uma doçura de burrice. Só que de vez em quando vem a inquietação: quero entender um pouco. Não demais: mas pelo menos entender que não entendo.


Clarisse Lispector

domingo, 6 de janeiro de 2008

Existe somente uma idade para a gente ser feliz, somente uma época na vida de cada pessoa em que é possível sonhar e fazer planos e ter energia bastante para realizá-los a despeito de todas as dificuldades e obstáculos.
Uma só idade para a gente se encantar com a vida e viver apaixonadamente e desfrutar tudo com toda intensidade sem medo nem culpa de sentir prazer.
Fase dourada em que a gente pode criar e recriar a vida à nossa própria imagem e semelhança e vestir-se com todas as cores e experimentar todos os sabores e entregar-se a todos os amores sem preconceito nem pudor.
Tempo de entusiasmo e coragem em que todo desafio é mais um convite à luta que a gente enfrenta com toda disposição de tentar algo NOVO, de NOVO e de NOVO, e quantas vezes for preciso.
Essa idade tão fugaz na vida da gente chama-se PRESENTE e tem a duração do instante que passa.

Mario Quintana